Sua conta de luz pode baixar com a nova tarifa branca

Sua conta de luz pode baixar com a nova tarifa branca

 

Desde a década de noventa, ouço os engenheiros da minha família em debates sobre o futuro energético do país. Quem passou pelos apagões do início deste século, sabe o sufoco que é, ficar mais de vinte e quatro horas sem energia.

 

Apesar da crescente industrialização para energias renováveis alternativas, o Brasil ainda é altamente dependente das hidrelétricas, e toda vez que chove pouco, ou quase não chove, nossa conta fica muito mais cara.

 

Boa parte da população que consome acima de 500 kw/h terá agora, a oportunidade de migrar sua tarifação. Enquanto escrevo isso, o brasileiro paga uma das mais altas contas de energia do mundo, na chamada bandeira vermelha.

 

De acordo com a ANEEL, a tarifa branca é uma nova opção de tarifa que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela será oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts, denominadas de grupo B) e para aquelas pertencentes ao grupo A optantes da tarifa de baixa tensão.  A medida foi aprovada nesta terça-feira (6/9), na reunião pública da Diretoria da ANEEL.

 

A partir de 1º de janeiro de 2018, todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Em 2019, unidades com consumo médio superior a 250 kWh/mês e, em 2020, para os consumidores de baixa tensão, qualquer que seja o consumo.

 

Em resumo, utilizar a tarifa branca, pode ser uma boa saída para economizar, se você costuma utilizar a energia fora dos horários de ponta.

 

A imagem abaixo mostra o comparativo entre as duas tarifações atualmente disponibilizadas pelas concessionárias

 

Fernando Adoka é professor, palestrante, escritor, administrador, publicitário, analista e desenvolvedor de sistemas. Leciona para os cursos de gestão, tecnologia da informação, formação inicial continuada, técnico e de aprendizagem industrial no SENAI-SP. É autor dos livros "10 Lições que Aprendi no Negócio mais Dificil do País" e "Diga Giz"

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